Samara Bandeira
A Universidade de Brasília (UnB) consolidou, na tarde de hoje, dia 04/03, sua posição na vanguarda da tecnologia nacional. Em evento realizado no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT), a instituição apresentou sua nova supermáquina de alto desempenho, um salto de infraestrutura que promete transformar a pesquisa científica e o processamento de dados em Inteligência Artificial (IA) no país.
A cerimônia contou com a presença da magnífica reitora da UnB, Rozana Naves, e da gerente corporativa da Intel, Caitlin Anderson. O tom do encontro foi de otimismo e celebração por um marco que une o rigor acadêmico ao que há de mais moderno na indústria tecnológica.
Inovação como pilar estratégico
Durante o evento, Caitlin Anderson destacou o alinhamento entre a missão da Intel e o movimento da universidade. Falando sobre o futuro da computação, a executiva ressaltou que a inovação é um dos pilares centrais da empresa e que a iniciativa da UnB é um exemplo a ser seguido globalmente. “A IA é apenas o começo de tudo. Queremos que as universidades, assim como a UnB, desbloqueiem o que é possível”, afirmou Anderson, enfatizando o papel das instituições de ensino na exploração do potencial humano e tecnológico.
Para a reitora Rozana Naves, a chegada do supercomputador não é apenas uma atualização técnica, mas um divisor de águas institucional. “Esse momento é ímpar para a história da UnB”, declarou.
IA a serviço da vida:
O projeto LabECoS Um dos primeiros grandes beneficiários dessa nova infraestrutura será o Laboratório de Educação, Comunicação e Saúde (LabECoS). O projeto do laboratório foi selecionado para utilizar a capacidade de processamento da supermáquina para enfrentar um dos maiores desafios da atualidade: a desinformação.
O estudo, intitulado “Vigilância da desinformação em saúde: uso de Inteligência Artificial para mapear narrativas distorcidas sobre SUS e vacinas em comentários de uma mídia social do Ministério da Saúde”, pretende utilizar algoritmos avançados para identificar e combater fake news que prejudicam a saúde pública.